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Como digitalizar a declaração de acidente numa frota

Papel, app de sinistros ou declaração no navegador com QR: comparação e cinco passos para o fazer sem depender do condutor.

GuiaPublicado a 18 de setembro de 2026Por José María Ruiz Novo840 palavras

Digitalizar a declaração de acidente não é digitalizar o papel nem pedir ao condutor que envie uma foto do formulário por mensagem. É conseguir que a declaração nasça completa, no local do sinistro, com os dados do veículo já carregados e com destinatários decididos de antemão. Este guia explica as três formas de o fazer, o que as distingue e os cinco passos que segue uma frota que o faz bem.

O que significa digitalizar a declaração

Uma declaração digitalizada cumpre quatro condições. Preenche-se no momento e no local, não de memória no dia seguinte. Leva os dados do veículo, da apólice e da seguradora sem que o condutor tenha de os conhecer. Recolhe a assinatura da contraparte e as fotografias com data e hora. E chega à frota, ao corretor e à seguradora em minutos, num formato que cada um pode usar.

Se faltar uma das quatro, a frota continua a reconstruir o sinistro por telefone. A diferença entre um projeto que se usa e outro que se abandona raramente está na tecnologia: está no que se pede ao condutor.

Três formas de o fazer

CritérioPapel ou foto do papelApp de sinistrosDeclaração no navegador com QR
Instalação no telemóvel do condutorNenhumaObrigatória, antes do sinistroNenhuma
Identificação do veículo e da apóliceO condutor escreve-a, se a souberA app tem-na se o condutor iniciou sessão antesPré-carregada pela empresa ao ler o QR do veículo
Momento da capturaHoras ou dias depoisNo local, se a app estiver instaladaNo local
Assinatura da contraparteNo papel, se houver caneta e calmaSó se a contraparte também tiver a appNo telemóvel da contraparte, sem instalar nada
Distribuição a frota, corretor e seguradoraUm a um, por email ou telefoneConforme o que a app tiver integradoAutomática aos destinatários configurados pela empresa
RastreabilidadeNenhumaDentro da appReferência única e registo de acessos
Condutores que rodamIgualmente malCada condutor novo tem de instalar e ativarO QR está no veículo, não na pessoa

As três opções produzem o mesmo documento oficial. O que muda é quantas declarações chegam completas, quanto demora cada uma e quanto trabalho sobra para o responsável de frota.

Cinco passos para o fazer

  1. Registo da empresa e carregamento da frota. Carregam-se as matrículas com a sua apólice, seguradora, corretor e responsável de cada delegação. É um trabalho de uma vez e é o que transforma o condutor em alguém que só descreve, fotografa e assina.
  2. Identificadores nos veículos. Cada veículo recebe o seu código QR, físico ou digital. O identificador vai com o veículo, não com o condutor, e por isso sobrevive à rotação de pessoal.
  3. Destinatários por defeito. Antes do primeiro sinistro a frota decide quem recebe o quê: o corretor, a seguradora, a oficina de referência, o responsável da delegação. Mudar depois é questão de minutos.
  4. Comunicação aos condutores numa página. Uma folha com três instruções: leia o QR, siga os passos, assine. Sem formação presencial. O que precisa de explicação não se usa às onze da noite numa berma.
  5. Revisão aos trinta dias com as primeiras declarações. Olham-se os primeiros processos reais, ajustam-se destinatários e textos e corrige-se o que os condutores não perceberam. A partir daí o processo é rotina.

Erros habituais

  • Pedir ao condutor que instale algo antes de ter um acidente. A maioria não o faz, e quem o fez mudou de telemóvel quando precisa.
  • Carregar a frota a meio. Um veículo sem apólice associada produz uma declaração com lacunas, que é exatamente o que se queria evitar.
  • Deixar os destinatários para depois. A primeira declaração chega a uma só pessoa e volta o reencaminhamento por email.
  • Medir a adoção por instalações e não por declarações completas. O que importa é quantos sinistros chegam com fotografias, assinatura e referência.
  • Tratar o projeto como um projeto de tecnologia. É um projeto de processo: o que chega, a quem e quando.

O que medir aos três meses

Quatro indicadores bastam para saber se a digitalização funciona. O tempo entre o sinistro e o primeiro aviso à frota, que deveria passar de dias a minutos. A percentagem de declarações completas à primeira, sem chamada de correção. A percentagem de declarações com assinatura da contraparte. E os dias de veículo parado atribuíveis à gestão, não à reparação. Os quatro saem do próprio processo, sem inquéritos.

Perguntas frequentes

É preciso que o condutor instale uma aplicação? Não, se a declaração se preencher no navegador do telemóvel ao ler o QR do veículo. O condutor identifica-se com as credenciais que a empresa lhe dá e não descarrega nada.

E os veículos conduzidos por pessoas diferentes todos os dias? O identificador vai no veículo. Quem o conduzir nesse dia lê o mesmo código e a declaração sai com os mesmos dados pré-carregados.

A declaração digital é a oficial? Sim. É a declaração amigável de modelo europeu, com circunstâncias, esquema, fotografias e assinatura das duas partes, entregue em PDF às seguradoras envolvidas.

Quanto tempo demora a implementação? Semanas, não meses. O registo faz-se de uma vez e o calendário é marcado pela entrega dos identificadores aos veículos.

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